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| 2008.12.31 |
| Association Culturelle pour la Divulgation du Fado - Associação Cultural para a Divulgação do Fado |
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ACDF
Fondation : août 2007
Depuis 1988, quelques membres de l'Association que nous vous présentons ici font partie d'un groupe de FADO, composé de trois musiciens et d'une voix féminine.
Nous avons constaté, au long des années, lors de nos spectacles dans toute la Suisse et dans les pays frontaliers, qu’il existe un public intéressé, attentif et curieux de savoir toujours davantage sur le FADO.
Avec la fondation de l'Association Culturelle pour la Divulgation du FADO (ACDF), nous désirons offrir et proposer plusieurs projets, dont voici quelques exemples :
- Conférences d'informations et de formation sur le FADO et ses origines
- Poètes, compositeurs, paroliers et instrumentistes
- Les musiques du Fado traditionnel
- Le FADO dans le théâtre de revue
- Les fadistas
- Le FADO ouvrier dans les différentes régions du Portugal, siècles XIX et XX
- Techniques artisanales de construction d'instruments d’accompagnement du Fado
- Le purisme et les influences ethniques
- Le Fado de Coimbra
Entre autres...
Objectifs principaux
Nous avons comme principaux objectifs : recruter des membres, collecter les ressources financières nécessaires par le biais de partenariats, permanents et ponctuels, avec diverses institutions.
Réalisation de concerts de FADO dans des espaces appropriés, à des prix accessibles, avec réduction pour les membres de ACDF.
L'installation d'une école d'apprentissage de Guitare portugaise (recherches faites, il n’en existe pas en Suisse).
Un gala annuel avec les élèves et l'enseignant.
Un festival annuel de Fado, comme il en existe déjà avec le Flamenco et le Tango.
Nous cherchons :
Un enseignant de guitare portugaise, venu du Portugal ou des pays frontaliers de la Suisse. L’ACDF assurerait un salaire de base à cet enseignant, conformément aux normes de la Convention collective du syndicat des musiciens indépendants ou d’un autre syndicat.
Les cours de guitare portugaise seraient ouverts à tous les intéressés, l’ACDF portant un intérêt particulier à la jeunesse et aux enfants de toutes les origines et classes sociales.
Sollicitez vos connaissances et aidez-nous à trouver la * perle rare * qui nous apprendra à jouer d’un instrument avec des sonorités, des accordes et un accordage uniques au monde, comme il en est de notre Guitare portugaise, construite avec des bois précieux et rares.
ACDF
Fundação: Agosto de 2007
Desde 1988 que alguns membros da Associação que vimos apresentar fazem parte de um grupo de Fado, composto por três músicos e uma voz feminina.Temos constatado, ao longo dos anos, nos nossos espectáculos por toda a Suíça e países fronteiriços, que existe um público interessado, atento e curioso de saber sempre muito mais sobre o Fado.Com a fundação da Associação Cultural para a Divulgação do Fado (ACDF), desejamos oferecer e propor vários projectos, dos quais damos aqui alguns exemplos.
- Conferências de informação e de formação sobre o Fado e suas origens
- Poetas, Compositores, Letristas e Instrumentistas
- As músicas do Fado tradicional
- O Fado no teatro de revista
- Os fadistas
- O Fado operário nas diferentes regiões de Portugal, séculos XIX e XX
- As técnicas artesanais de construção de instrumentos de acompanhamento de Fado
- O purismo e as influências etnomusicológicas.
- O Fado de Coimbra
Entre muito outros…
Objectivos principais
Temos como principais objectivos : recrutar membros, angariar recursos financeiros necessários através de possíveis parcerias, permanentes e ocasionais, com diversas instituições.
Realização de concertos de FADO em espaços apropriados, a preços acessíveis, com redução para os membros da ACDF.
A instalação de uma escola de aprendizagem de Guitarra portuguesa: pesquisas feitas, não existe na Suíça.
Uma Gala anual com os alunos e o professor.
Um Festival anual de Fado, tal como acontece já com o Flamenco e o Tango.
Procuramos :
Um professor de guitarra portuguesa, vindo de Portugal ou dos países fronteiriços com a Suíça. A ACDF assegurará um salário de base a esse professor, de acordo com as normas da Convenção Colectiva do sindicato dos músicos independentes ou agregados a um outro sindicato.
Os cursos de guitarra portuguesa, estarão abertos a todos os interessados, com uma particular atenção, da parte da ACDF, a jovens e crianças de todas as origens e classes sociais.
Através dos seus conhecimentos ajude-nos a encontrar a * pérola rara* que os irá ensinar a tocar um instrumento com sonoridades, acordes e afinação únicos no Mundo, como é a nossa Guitarra Portuguesa, construída com madeiras preciosas e raras.
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| 2008.05.26 |
| Homenagem a um Amigo |
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O Fado está de luto! Vitor Manuel Moreira Francisco ( www.fado.biz ) faleceu no dia 31.12.2007. www.fadofatum.com homenagea com estas palavras, um amigo que dedicou toda a sua vida ao Fado e defesa da cultura portuguesa.
Encontro
Pela mesma paixão, andava eu a navegar á procura de alguém que pudesse compreender,
que apesar de lonje nos encontrar-mos, o Fado, cantado, tocado, falado,
tivesse irmão, o poder de nos aproximar e fosse a razão do nosso “ ser “
Com poucas e simples palavras, como notas troteadas, como me foi fácil saber
Que o mesmo Amor nos envolvia e sacríficios exigia , mas não é ele o Fado?
Fado saudade, Fado distância, Fado amizade, Fado infância, Fado verdade,
Fado humildade, Fado puro, Fado futuro, Fado poesia, Fado alegria
Fado tristeza e agora com a certeza, que para sempre o Fado nos uniria.
Vem daí traz a guitarra
Vamos os dois para a ramboia
Cantar o Fado com garra
E passear de tipóia...
Até sempre compadre Vitor !!!
Um Adeus sentido dos amigos e Obrigado do fundo coração pela tua amizade.
Mário e Mariana Correia
Genève,31 de Dezembro 2007
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| 2008.05.25 |
| Ateliers de musique ethnique - Associação de música étnica |
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Adem.ch, Ateliers d'ethnomusicologie
Visitez le site web
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| 2007.07.14 |
| Eduardo de Pinho - peintre portugais résidant à Genève |
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Né à Sanfins, Santa Maria da Feira au nord du Portugal, le 7 octobre 1958, Depinho a passé une partie de son enfance et adolescence au Mozambique. Ces années vécues en Afrique le marquèrent profondément et modelèrent l’individu qu’il est, ouvert à l’innovation, à la constante redécouverte de l’être, à l’éternnelle capacité de surprendre et captiver. Retourné au Portugal en 1975, il abandonne l’école une année après pour s'initier à la vie professionnelle dans la métallurgie. Depinho réside en Suisse depuis 1986. Il est aujourd'hui, polygraphe, dans les arts graphiques.En 1992, un problème de santé le cloua à la maison pour une durée indéterminée. Pour passer le temps, il se mettra à peindre quelques bouquets de fleurs avec des gouaches «empruntées» à ses enfants. Au vu des résultats, et des encouragements, il s’inscrit à un cours de peinture à l’huile, dirigé par Mme. Catherine Bourlet.La collaboration régulière dans l’aménagement de sa galerie, l’amitié qui s’en suivit, la passion montante pour les thechniques chromatiques, lui firent découvrir peu à peu le monde des arts. Cette expérience lui a beaucoup appris et fait qu’il se lança corps et âme dans ce monde jusqu’alors inconnu. Depuis, Depinho ne s’est jamais arrêté de peindre, la fascination se poursuit, la créativité explose, ses toiles sont les témoins de la continuité du rêve, pour le plaisir de nous tous. Ses œuvres secouent l'indifférence, nous surprennent, nous invitent à l’évasion.
Eduardo De Pinho - pintor português residente em Genebra
Nasceu a 7 de Outobro de 1958 na Freguesia de Sanfins em Santa Maria da Feira reside em Genebra – Suiça, desde 1986.Poetas e escritores, não nascem...fazem-se. E os artistas plásticos, mais que ninguém, fazem-se mas se tiveram já, préviamente, a alma enxuta, para nela registar vivências e impregna-la de sensibilidades. Depinho, nos recônditos dessa alma, redesenha espaços natais de Santa Maria da Feira prenhes de simbologias e de sonhos que lhe alimentaram a infância. A adolescência, essa viveu-a na largueza dos horizontes africanos tingidos de cores quentes, de tons doces e misteriosos que, hoje, se desprendem das suas telas, numa paleta cromática inovadora e palpitante. Esses anos passados em Moçambique modelaram-lhe a alma e predisposeram o indivíduo aberto à inovação e à constante redescoberta do ser e do sentir. A paixão pelas técnicas cromáticas levou-o a formar-se em Designer gráfico, profissão que empenhadamente exerce, hoje, na Suiça. As horas restantes, essas, gasta-as em cumplicidades com as telas, as cores e as formas.Brotam vivências, reinventa impressões. Impregna-as de beleza e de vida e depois deixa-as soltas e livres para serem apreendidas e reapreendidas por todos nós. A obra de Eduardo Depinho não se tece só de revisitação e vivências passadas, muito pelo contrário, há nela um constante evoluir, uma permanente construção e afirmação em vários estádios que lhe retratam o profundo humanismo. Vêmo-lo envolvido, com todos os sentidos despertos, corporizando com técnicas e estilos apelativos, as causas sociais e humanitárias que defende. Noutro estádio temos um Depinho, com uma interpretação invulgar, abranger os cambiantes da natureza, traçar texturas, desenvolver padrões de finíssima sensibilidade. Com a obra deste pintor redescobrimos, depois, a Lisboa pardacenta e típica de bairros e ruelas, de calçadas emblemáticas, de elevadores e eléctricos, de pregões genuínos. Expõe-nos aqui a faceta dos recantos melancólicos, do fado dedilhado e cantado a escoar-se, envolto em brumas, para un Tejo que se divisa mais além.Depois redescobre-nos a Lisboa luminosa, monumental, de alvas arcadas reverberando na liquidez do rio.Os grandes espaços líquidos exercem um singular fascínio no pintor. E, tal como se de um cais de partida se tratasse, vêmo-lo criar telas de agitadas ondulações rasgadas por sulcos de caravelas descobridoras de mundos (físicos ou exitenciais?). Em novelos de espuma corporisa vultos históricos. Traça Camões e Pessoa, imprime páginas do Canto supremo de navegadores. Esta relação marítima tão vincada em Depinho é talvez a mais identificativa da sua obra. Nela, rasga luminusidades e brilhos, gera identidade no universo da sua pintura. A harmonia espacial, conjugam-se com mestria. O numero de exposições onde as suas obras se impuseram, atestam bem a qualidade de uma interpretação artística evoluída.Se a evolução é o antagonismo de estagnação, temos um Depinho que continuará a recriar cenas com o seu traço inconfundivel sem abdicar da sensibilidade invulgar que lhe faz extrair beleza e poesia em realidades onde outros apenas verão deformações. Intruir pedaços da existência através das telas deste pintor torna-se deveras enriquecedor e pertinente. O sonho prossegue para bem de todos nós.
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| 2007.07.03 |
| Article Revue Passion Culture |
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Le fado est décidément d’une efficacité redoutable. Besoin d’affection ? Le fado est là. Besoin d’aimer ou d’être aimé ? Il est là encore. Besoin de libérer nos émotions ? Le fado est toujours présent. Il sait faire juste, court, direct.Il touche en pleine cible, mine de rien, efficace ! En trois minutes il nous transcende. Il s’accroche à notre sensibilité, et en l’espace de quelques phrases il fait mouche. Résultat assuré, allant du simple frisson aux larmes que l’on a du mal à contenir ! Une expérience unique, mais qui ne peut être réussie que si on possède un minimum de sensibilité, et que l’on se met réellement dans l’ambiance. Le Fado touche l’enfant qui est en nous par l’imaginaire, tout en s’adressant à l’adulte que nous sommes par des images choisies. Coriace ! Jamais gratuits ni vulgaires, jamais suppliants ni pesants, les mots composant un fado, entrelacés tels des amoureux à quelques notes de guitare qui nous ensorcellent à leur rythme, sont en fait des mots simples. Mais bien choisis, il nous font entrer dans l’histoire, nous la font vivre, abolissant ainsi sa banalité. Très vite, sans nous être aperçus, nous sommes rentrés dans l’histoire racontée en chanson, qui est soudain devenue notre histoire. On a à peine le temps de se rendre compte qu’il pleut dans nos yeux, que déjà la chair de poule et les frissons nous parcourent tout entier. Le fado est fini. Nous applaudissons alors, un machinalement car encore frissonnants, comme pour nous libérer par instinct de cette emprise magique, mais aussi pour remercier l’artiste pour ce moment d’émotion, et cet intense instant….
Mário Pontifice
*Article paru dans la Revue Culturelle Passion Culture lors du spectacle de Mariana Correia le 11 mai, Salle de Spectacles de Renens.
Revue Passion-Culture
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| 2007.02.23 |
| Homage à José Afonso, Auteur, Compositeur et Interprète (02.08.1929 - 23.02.1987 ) |
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"Zeca" Afonso
José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos, plus connu sous le nom de Zeca Afonso, né à Aveiro ( 2 août 1929 - 23 février 1987 ), était un compositeur de musique militante portugais. Il a écrit, parmi d'autres choses, des chansons critiquant la dictature fasciste qu'a connu le Portugal entre 1933 et 1974. Il vécut une partie de son enfance en Angola et au Mozambique ( où son père commença sa carrière de magistrat ) sauf les premières quatre années, passées sur sa terre natale, avec sa famille maternelle. Il étudia au lycée et à l'université de Coimbra complétant ses études en Sciences Historico-Philosophiques. Du fado de Coimbra, il passa graduellement à ce qui s'est appelé conventionnellement la ballade (Menino d'Oiro, 1962), et de là, à la chanson d'intervention politique (Menino do Bairro Negro, 1963), outrepassant cependant des frontières thématiques et musicales sans cesser d'être toujours un chanteur-compositeur politiquement impliqué avec les exploités et les opprimés.Dans les cinq ans précédant la chute du fascisme, il exerça, par la pédagogie du chant et de la parole, une action d'agitation et de consciencialisation politiques dans des collectivités culturelles et récréatives, dans des associations académiques et dans des organisations populaires, et, à l'étranger, parmi les colonies d'émigrants. Il fut arrêté et emprisonné quelque temps dans la prison politique de Caxias le 29 avril 1973, en conséquence d'une période de poursuites persécutrices et de détentions exercées par la PIDE.
Sa chanson Grândola, fut le signal de départ du mouvement militaire de la révolution des oillets ( 25.04.1974 ), mettant fin à la dictature. Il est decedé à Setúbal le 23 février 1987.
Homenagem a Zeca Afonso, Autor, Compositor e Intérprete (02.08.1929 - 23.02.1987 )
José Manuel Cerqueira Afonso Costa Santos, mais conhecido por Zeca Afonso, nasceu em Aveiro a 2 de Agosto 1929.Foi um compositor de música militante português.Escreveu entre outras, canções que criticam a ditadura facista que conheceu Portugal entre 1933 e 1974.Viveu uma parte da sua infância em Angola e Moçambique ( onde seu pai começou a sua carreira de magistrado ) salvo quatro anos passados na sua terra natal com a sua família materna.Estudou no liceu e universidade de Coimbra onde completa o seu curso em Ciências. Historicofilosóficas.Do Fado de Coimbra, passou gradualmente ao que se pode chamar convencionalmente balada ( Menino d'Oiro, 1962 ), à cançãoi de intervenção política ( Menino do Bairro Negro, 1963 ), ultrapassando fronteiras temáticas e musicais.Cantor e compositor politicamente implicado a favor dos explorados e oprimidos.Nos cinco anos que precedem a queda do fascismo exerceu pela pedagogia do canto e da palavra, uma acção de agitação e consciência política em colectividades culturais e recreativas, associações académicas e organizações populares, em Portugal e no estrangeiro.Foi encarcerado na prisão de Caxias em 29 de Abril 1973 em consequência de um período de contínuas persecussões e detenções exercidas pela PIDE. A sua canção Grândola, serviu de sinal de partida ao movimento militar da Revolução dos Cravos em 25 Abril 1974, pondo termo á ditadura. Faleceu em Setúbal a 23 Fevereiro 1987.
Por tudo o que nos legaste, obrigada Zeca...!
Mariana Correia |
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| 2007.01.23 |
| Instruments à Cordes - Cordofones |
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La Guitare Portugaise
La Guitare Portugaise est d'origine éloignée, ayant par base la cithare de la Renaissance et le luth arabe. Quelques-uns prétendent qu'ait origine dans la nomée guitare anglaise, que néanmoins, n'a simplement jamais existé.En fait le terme se rapporte à une norme de qualité. Pendant quelque temps les meilleurs instruments du type étaient fabriqués en Angleterre. Dans la réalité l'Angleterre n'a pas, grande tradition dans le développement de ce type d'instruments.
A Guitarra Portuguesa
A Guitarra Portuguesa é de origem remota, tendo por base a cítara renascentista e o alaúde árabe. Alguns pretendem que tenha origem na chamada guitarra inglesa, que contudo, pura e simplesmente nunca existiu. De facto o termo refere-se a um padrão de qualidade. Durante algum tempo os melhores instrumentos do tipo eram os fabricados em Inglaterra. Na realidade a Inglaterra não tem, grande tradição no desenvolvimento deste tipo de instrumentos.
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| 2007.01.22 |
| Chanteurs et Écrivains |
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Amália Rodrigues - La diva du Fado
Cinquième d'une famille de neuf enfants, Amália naît en 1920 à Lisbonne, dans le quartier de l'Alcântara et sera élevée par sa grand-mère maternelle. Elle commence dès 1939 à chanter des textes du compositeur Joaquim José de Lima dans les "maisons de fado" de Lisbonne, et notamment au club Retiro da Severa, sous le nom d'Amália Rebordão. La jeune femme est en effet attirée depuis toujours par le fado, ce chant populaire portugais nostalgique et sensuel. Au Solar da Alegria, au Café La Gare, au Luso ou au Café Mondego, Amália reprend la gestuelle d'Alfredo Marceneiro, autre père du fado. C’est donc figée, les yeux fermés et l’expression pleine de supplice que la jeune femme interprète ses chants: Amália a rainha do fado ( Amália, la reine du fado ).Soixante ans de carrière internationale.Madrid la découvre en 1942, suivi du Brésil deux ans plus tard, où elle enregistre un album. Elle y reviendra souvent, comme à Paris, où elle chante pour la première fois en 1949, chez Carrère, une boîte chic. En 1955, en jouant dans les Amants du Tage d'Henri Verneuil, Amália accède à l'international. En 1956, l'Olympia la voit sur scène, soufflant la vedette aux Compagnons de la Chanson, à la veille de l'immigration portugaise. Suivront ensuite l'ABC, Bobino… où elle interprète, en français "Aïe mourir pour toi" de Charles Aznavour en 1957. Sa présence sur scène et sa voix inimitable expliquent son rayonnement national et international. Mais la révolution des œillets de 1974 l’empêche de continuer à chanter le fado car on lui reproche de servir la dictature de Salazar. Elle doit alors attendre que les intellectuels récupèrent le fado pour resurgir. Mais cette incarnation vivante de l'âme portugaise parvient sans mal à revenir sur le devant de la scène et dès 1985, elle triomphe dans la salle du Coliseu de Lisbonne. Décorée par le président de la République Mário Soares en 1990, elle fait ses adieux à la scène et s'installe au Portugal, au terme de soixante ans de carrière. Avec plus de cent-soixante-dix disques à son effectif, et une douzaine de films, on la compare parfois à la Callas. Elle décède à Lisbonne le 6 octobre 1999, à l’âge de 79 ans. Les restes de la chanteuse ont été transportés au Panthéon National de Lisbonne. C’est la première femme, parmi les Portugais illustres, à y entrer. Sa mort a été un choc pour l'ensemble des Portugais.
Amália Rodrigues - A diva do Fado
Quinta de uma família de nove filhos Amália nasce 1920 em Lisboa, no bairro de Alcântara e será criada pela sua avó materna. A partir de 1939 começa a cantar textos do compositor Joaquim José de Lima nas "casas de fado" de Lisboa, e nomeadamente no clube Retiro da Severa, sob o nome de Amália Rebordão. A jovem mulher é atraída desde sempre pelo fado, canto popular português nostálgico e sensual. No Solar da Alegria, no Café da Estação, no Luso ou no Café Mondego, Amália retoma o gestual de Alfredo Marceneiro, outro pai do fado.Concentrada e de olhos fechados a expressão cheia de suplício, a jovem mulher interpreta os seus fados: Amália a rainha do fado.
Sessenta anos de carreira internacional. Madrid descobre-a em 1942, seguindo-se o Brasil dois anos mais tarde, onde grava um album.Aí regressa frequentemente assim como a Paris, onde canta pela primeira vez em 1949, no elegante café-concerto Carrère. Em 1955, faz parte do elenco do filme " Os Amantes do Tejo " de Henri Verneuil, Amália acede ao panorama internacional. Em 1956, actua na consagrada sala Olympia , sendo preferida pelo público aos Compagnons de la Chanson, antes da grande vaga de emigrantes portugueses. Seguem-se as salas ABC, Bobino... onde interpreta, em francês "Aïe mourir pour toi" de Charles Aznavour em 1957. a sua presença em cena e a sua voz inegualável justifica a sua ascensão nacional e internacional. Mas a revolução dos cravos (25 abril 1974 ) impede-a de continuar a cantar o fado sendo acusada de ter servido a ditadura de Salazar. Deve então esperar que os intelectuais recuperem o fado, para reaparecer. Mas esta encarnação viva da alma portuguesa, rápidamente conquista o seu lugar em cena a partir de 1985, triunfando na sala do Coliseu de Lisboa. Condecorada pelo presidente da República Mário Soares em 1990, despede-se da cena e instala-se definitivamente em Portugal, ao fim de sessenta anos de carreira. Com mais de cento e setenta discos gravados, e uma dúzia de filmes, comparam-na às vezes com Maria Callas. Morre em Lisboa a 6 de Outubro de 1999, aos 79 anos. Os restos mortais da fadista foram transportados para o Panteão Nacional de Lisboa. É a primeira mulher aí a ser sepultada, entre os Portugueses famosos. A sua morte foi um choque para todos os Portugueses.
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| 2007.01.20 |
| Compositeurs et musiciens - Compositores e músicos |
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Miguel Ângelo Sequeira Pereira
Miguel Ângelo Sequeira Pereira ( Barcelinhos, Barcelos, 1843-Porto, 1901 ) a été un pianiste et compositeur portugais. A passé partie de sa vie au Brésil. Entre ses oeuvres se détachent les opéras "Eurico", "Zaida" et "Avalanche", "Cantata à Luís de Camões", la Symphonie "Adamastor", la "Marche de la Haine" composition d' un poème de Guerra Junqueiro, outre de nombreuses valses et polkas.
Il est mort pauvre, fou et oublié.
Voici mon hommage à mon arrière grand-père maternel.Il nous a transmis le goût de la musique, laquelle a enrichi et moulé notre vie de génération en génération J'ai l' intention d'utiliser ce site comme un moyen à lutter contre l'oubli, de tous ceux qu'ont autant fait pour notre culture et pour le Portugal.
Mário Correia
Miguel Ângelo Sequeira Pereira ( Barcelinhos, Barcelos, 1843-Porto, 1901 ) foi um pianista e compositor português.Passou parte da sua vida no Brasil.Entre as suas obras destacam-se as óperas "Eurico", "Zaida" e "Avalanche", a "Cantata a Luís de Camões", a Sinfonia "Adamastor", a "Marcha do Ódio" musicando um poema de Guerra Junqueiro, além de numerosas valsas e polkas.
Morreu pobre, louco e esquecido.
Esta é a minha homenagem ao meu bisavô materno.Ele transmitiu-nos o gosto pela música, a qual tem enriquecido e moldado a nossa vida de geração em geração.Tenho intenção de utilizar este sítio como meio a evitar o esquecimento de todos aqueles que tanto fizeram pela nossa cultura e por Portugal.
Mário Correia
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